Music by Stijn Van Cauter
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Voice of the Stars review by Gaveta de Baguncas (website)


Auto-translated version :
Have you ever wondered what sound the stars emitted in the cosmic and arcane depths of the universe?

Well, the Arcane Voidsplitter not only thought of how he dared to play it in "Voice of the Stars", the second one-man-band album led by musician Stijn Van Cauter, the prolific mind behind countless projects that unfold in the possibilities of the doom metal.

And even if the Arcane Voidsplitter is presented as a doom metal name mixed with the arcane climates of what we call the atmospheric drone, the truth is that "Voice of the Stars" has little or no heavy metal like the We know.

The guitars are here, but the melodic folds are practically nonexistent, and the dynamics are devoid of any rhythmic artifice.

As a central idea we have the creation of a fictitious sound and emitted by the stars, the music with which it dances the universe, whether material, spiritual, or mental, in a continuous and infinite flow, without beginning middle and end, unfolding and overlapping musical dimensions.

The sound mass recorded in the three instrumental compositions paraded in just over an hour of this "Voice of the Stars", comes from keyboards and guitars in arcane, massive evolutions with climatic distortions, creating little difference between the tracks.

However, make no mistake, Stijn Van Cauter knows exactly what he wants to do, generating a concept that does not contrast shape and content for cosmic reasons, diluted from the title, to the extremely slow moving climates.

The first of these, "Arcturus," borrows the name of the brightest star in the Boieiro constellation, and brings the essence of what we will hear throughout the work: little or no melodic folding, slow tempo, and ethereal textures printed by keyboards and guitars with very low tuning.

In the sequel we have "Betelguese" (a variable bright star, but the second brightest in the constellation Orion), with more room for guitars to create a more dense and serious climate in its more than thirty minutes, as the chthonic force of a of the largest known celestial bodies, a red supergiant star.

"Aldebaran," a title borrowed from a red giant, the brightest star in the constellation of Taurus, is placidly represented here by diminishing the dense roughness of the guitars, closing the work.

The climate created is an interstellar mysticism, by colors and textures that represent the infinite sea of cosmic waves emitted by the stars.

It's long, slow, and repetitive. But beautiful!

The sound landscape creates an introspection within the listener, and if we think of the man and his mind with a universe to be explored, since you are someone who practices meditation, I believe Voice of the Stars can yield a good immersive experience for reflection .

I have already proposed a future meditation section with this album!

On the other hand, many may hear only an amorphous clump of severe tuning, which can mean anything or nothing. Especially if you do not identify with the proposal of Stijn Van Cauter for the Arcane Voidsplitter.

But for one who is awake to the very confluence in the universe and its insertion into cosmic nature, the mind is able to transform the amorphous and unstable magma of arcane climates into something ordered, which dialogues with the sparks of the universe that exist within each one of us.

"Voice of the Stars" is far from being just deformed noise, it is like the universe, in a movement described by an abstract and ethereal musical geometry, dirty by star dust, and dreamlike foundation, resulting in something transcendental.

There is something philosophical about the concept of the Arcane Voidsplitter, whether internal to the human being or external, or our smallness against the magnitude of space.

If only ferocious and vulgar energy appeals to your ears, or if only the frenetic rhythms driven by intense percussive lines excite you, then move away from "Voice of the Stars."

However, if you understand that passivity and reflection have merit in certain concepts, then check without fear. Preferably lying down, with low light and with closed eyes.

(9.0/10 Marcelo Lopes Vieira)



Original Brazilian Portugese version :
Já pensou qual seria o som emitido pelas estrelas na profundidade cósmica e arcana do universo?

Pois bem, o Arcane Voidsplitter não só pensou como ousou reproduzi-lo em “Voice of the Stars”, segundo disco da one-man-band capitaneada pelo músico Stijn Van Cauter, a mente prolífica por trás de inúmeros projetos que se desdobram nas possibilidades vastas do doom metal.

E mesmo que o Arcane Voidsplitter seja apresentado como um nome que se dedica a um doom metal mesclado aos climas arcanos do que convencionamos chamar de atmospheric drone, a verdade é que “Voice of the Stars” tem pouco ou quase nada de heavy metal como o conhecemos.

As guitarras estão aqui, mas as dobras melódicas praticamente inexistem, e a dinâmica é carente de qualquer artifício rítmico.

Como ideia central temos a criação de um som fictício e emitido pelas estrelas, a música com que dança o universo, seja material , espiritual, ou mental, num fluxo contínuo e infinito, sem início meio e fim, desdobrando e sobrepondo dimensões musicais.

A massa sonora registrada nas três composição instrumentais desfiladas em pouco mais de uma hora desse “Voice of the Stars”, advém de teclados e guitarras em evoluções arcanas, maciças, com distorções climáticas, criando pouca diferença entre as faixas.

Todavia, não se engane, Stijn Van Cauter sabe exatamente o que quer fazer, gerando um conceito que não contrapõe forma e conteúdo por motivos cósmicos, diluído desde o título, até os climas viajantes dos movimentos extremamente lentos.

A primeira delas, “Arcturus”, empresta o nome da estrela mais brilhante da constelação de Boieiro, e traz a essência do que ouviremos ao longo de todo o trabalho: pouca ou nenhuma dobra melódica, andamento lento, e texturas etéreas impressas por teclados e guitarras com afinação baixíssima.

Na sequência temos “Betelguese” (uma estrela de brilho variável, mas a segunda mais brilhante da constelação de Orion), com mais espaço às guitarras para criar um clima mais denso e grave em seus mais de trinta minutos, como a força ctônica de um dos maiores corpos celestes conhecidos, uma estrela supergigante vermelha.

“Aldebaran”, título emprestado de uma gigante vermelha, a mais brilhante estrela da constelação de Taurus, aqui é representada placidamente diminuindo a aspereza densa das guitarras, fechando o trabalho.

O clima criado é de um misticismo interestelar, por cores e texturas que representam o mar infinito de ondas cósmicas emitido pelas estrelas.

É longo, vagaroso, e repetitivo. Mas belíssimo!

A paisagem sonora cria uma introspecção dentro do ouvinte, e se pensarmos no homem e sua mente com um universo a ser explorado, sendo você alguém que pratique a meditação, creio que “Voice of the Stars” poderá render uma boa experiência imersiva para a reflexão.

Eu já me propus uma futura seção de meditação com esse disco!

Por outro lado, muitos poderão ouvir apenas um aglomerado amorfo de afinações graves, que pode significar qualquer coisa ou nada. Principalmente se você não se identificar com a proposta de Stijn Van Cauter para o Arcane Voidsplitter.

Porém, para quem está acordado para a própria confluência no universo, e sua inserção na natureza cósmica, a mente é capaz de transformar o magma amorfo e movediço de climas arcanos em algo ordenado, que dialoga com a fagulha do universo que existe dentro de cada um de nós.

“Voice of the Stars” está longe de ser apenas ruído disforme, é como o universo, num movimento descrito por uma geometria musical abstrata e etérea, suja pelo pó estelar, e de alicerce onírico, resultando em algo transcendental.

Existe algo de filosófico no conceito do Arcane Voidsplitter, seja interno ao ser humano, seja externo quanto a nossa pequenez frente a magnitude do espaço.

Se apenas energia feroz e vulgar apraz seus ouvidos, ou se apenas os ritmos frenéticos guiados por linhas percussivas intensas te emociona, então passe longe de “Voice of the Stars”.

Porém, se você compreende que a passividade e a reflexão possuem mérito em conceitos certos, então confira sem medo. De preferência deitado, com baixa luz e com olhos fechados.

(9.0/10 Marcelo Lopes Vieira)

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